
BIO OF DR.
DA SILVA
ENGLISH PORTUGUESE
SPANISH
Foi um sucesso a sessão cultural, intitulada "A
Odisseia dos Judeus Portugueses", realizada no domingo, 21 de Fevereiro de 1999, na
aula máxima do novo edifício da Faculdade de Economia da Universidade de Roger Williams,
em Bristol Rhode Island. Mesmo antes da hora marcada a sala ficou cheia assim como os
corredores laterais. O assunto a tratar despertou grande interesse nas camadas culturais
da Nova Inglaterra de tal modo que a audiência era composta por indivíduos que vieram de
várias localidades de Rhode Island assim como dos vários estados circunvizinhos:
Massachusetts, Connecticut, New Hampshire e até de New York. Vários grupos tiveram que
regressar às suas casas por não haver mais lugar na sala!
A sessão foi iniciada pelo Sr. Steven Gorban, Director do Grupo chamado "Saudades -
Projecto Sefárdico", cujos objectivos são aproveitar todas as boas vontades dos
Judeus Sefárdicos Portugueses e unir irmamente em comunhão todos os Portugueses
espalhados pelo mundo. E o Sr. Gorban acentuou: "Há quinhentos anos, devido há
Inquisição, os Judeus Sefárdicos Portugueses têm andado separados dos outros
portugueses. Chegou a hora de iniciarmos um novo período chamado "Os Próximos 500
Anos" e empregarmos as nossas energias a fomentar a amizade e o respeito mútuo entre
todos os portugueses, judeus sefárdicos, católicos ou mulçulmanos."
Depois duma breve apresentação pelo Sr. Gorban dei início à minha conferência com
diapositivos coloridos. Comecei por fornecer, embora esquematicamente, uma informação
geográfica para melhor compreensão entre a Judeia ou Palestina e o território que veio
mais tarde dar origem a Portugal.
Mostrei um mapa do Oceano Atlântico lembrando que foi há 125 milhões de anos que se
iniciou a separação dos continentes quando Portugal estava ligado à Nova Inglaterra!...
E a América ainda continua a afastar-se da Europa pelo menos uma polegada por ano e é
por isso que existe uma grande ameaça de um terramoto gigantesco na Califórnia! A teoria
da separação dos continentes deve-se ao meteorologista alemão, Alfred Wegener, que em
1915 escreveu o livro "As Origens dos Oceanos".
Foi muito criticado pelos geologistas, mas hoje a teoria da separação dos continentes é
totalmente aceite! Foi devido à separação dos continentes que nasceu também o Mar
Mediterrâneo (mar no meio da terra) resultando daí muito mais tarde vários países à
sua volta. Depois do último período glacial, há dez mil anos, a raça humana começou a
espalhar-se pela Europa e os povos da Mesopotâmia e do Médio Oriente começaram a usar o
Mediterrâneo para pescar, transportar e comercializar. As honras devem ir para os
Fenícios -- hoje Líbano -- que, por possuírem abundância de cedros especiais nas suas
montanhas, começaram a construir os seus barcos típicos permitindo-lhes poder navegar
com facilidade por todo o Mediterrâneo. Talvez por terem necessidade de comunicação
foram os fenícios quem inventaram as CONSOANTES que hoje usamos no nosso alfabeto. Os
seus vizinhos gregos inventaram as VOGAIS e a PONTUAÇÃO. Foi o matemático Pitágoras
(famoso pela sua hipotenusa), que inventou as cinco linhas da música assim como os sinais
de pontuação: ponto, coma ou vírgula (pausa) e os dois pontos chamados COLON. Devemos
notar que Cólon em grego é igual a Zarco em judaico. Os egípcios mantiveram-se nas
margens do Nilo onde basearam a sua civilização na agronomia e na agricultura.
Preferiram por isso navegar apenas no Nilo. Os outros povos, como fizeram os fenícios e
depois os gregos e os romanos e ainda mais tarde os árabes, passaram a usar
frequentemente o Mediterrâneo e até ousaram passar o Estreito de Gibraltar vindo a
estabelecer-se ao longo da Europa banhada pelo Atlântico, como aconteceu nas costas do
futuro Portugal.
NOMES DE PORTUGAL
Os gregos -- há mais de cinco mil anos -- deram à península que hoje compreende a
Espanha e Portugal o nome de Península Ibérica, ou IBEROS, que quer dizer, "MAIS
OCIDENTAL ou "PõR DO SOL". A seguir vieram os Judeus, considerados o "Povo
da Diáspora", e estabeleceram-se -- há mais de quatro mil anos -- na Península
Ibérica e passaram a ser denominados por SEFARDICOS, que quer dizer igualmente "MAIS
OCIDENTAL" ou "PõR DO SOL". E finalmente vieram os mouros que conquistaram
a península e passaram a chamar ao nosso território ALGARVE, que quer dizer também
"MAIS OCIDENTAL" ou "PõR DO SOL". Os Romanos chamaram à nossa terra
natal "LUSITÂNIA, que quer dizer TERRA DE LUZ . Isso é verdade porque ainda hoje
Portugal é de todos os países da Europa que tem maior número de horas-sol durante todo
o ano. O conceito de se denominar a parte mais ocidental do Mar Mediterrâneo
"Ocidental" - iberos, sefárdico e algarve - pode ainda hoje ser verificado
pelos topónimos que existem na parte mais norte e ocidental de Espanha que tem o nome de
"Finis Terra". O mesmo se passa na ponta mais ocidental da Ilha Britânica ou
Inglaterra que se chama "Land's End". Todavia com tanta variedade de nomes, os
portugueses preferiram criar o seu nome próprio: Portus + Cale, que deu origem a
PORTUGAL. (Portus da cidade do Porto e Cale de Gaia).
JUDEUS PORTUGUESES
Depois desta longa introdução geográfica, mas necessária, passei a mostrar
diapositivos sobre Portugal. O primeiro foi do Castelo de São Miguel em Guimarães, onde
nasceu o Primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Salientei que o conselheiro deste
rei chamava-se Egas Moniz e era um judeu sefárdico português. Mostrei também a seguir
uma fotografia colorida do Professor Egas Moniz, natural de Avanca e descendente directo
do primeiro Egas Moniz e que, passados oitocentos anos, ganhou, em 1949, o primeiro
Prémio Nobel da Medicina para Portugal por ter descoberto a lobectomia e a angiografia.
Dei depois uma saltada para Coimbra por dois motivos. Primeiro para mostrar à audiência
os edifícios da primeira Universidade de Portugal, fundada em 1290 pelo Rei D. Dinis e
também para salientar que a minha apresentação sobre os Judeus Sefárdicos Portugueses
se ia concentrar naqueles que foram "médicos formados na nobre e vetusta
Universidade de Coimbra", saboreando também a grande honra pessoal de eu ser
graduado pela mesma Faculdade de Medicina em 1957.
Posto isto comecei a mencionar a série de nomes de médicos sefárdicos portugueses que
foram médicos pessoais dos vários reis de Portugal.
Abraão Zacuto foi médico do grande rei D. João II. Era também astrónomo e foi ele que
como matemático escreveu o "Almanach Perpetuum" e fez também a Tábuas de
Navegação que mais tarde foram usadas por outro judeu sefárdico português de nome
Cristóvão Cólon quando fez a viagem às Caraíbas em 1492 e também pelo navegador
Vasco da Gama.
Foi durante a estadia de Zacuto em Tomar -- nome judaico que quer dizer montanha -- que se
construiu a Sinagoga do Arco ou do Zarco que está agora aberta ao público e da qual
mostrei diapositivos coloridos.
Outro judeu que fez parte da armada de Cristóvão Cólon chamava-se Mestre Luis de Torres
e além de ser poliglota era também judeu sefárdico português. Isaac Abravanel foi
médico do Conde de Bragança mas como o Conde foi condenado à morte por estar envolvido
numa conspiração contra o Rei D. João II, este médico sefárdico português fugiu para
a Turquia chegando a ser médico particular do Sultão Mahmud II, o Grande. José Vezinho
(de Viseu) foi também médico do rei. Era matemático e astrónomo e trabalhou também
nos projectos de navegação da Escola de Sagres. Este judeu sefárdico português foi
membro da Comissão que reveu o plano de Cristóvão Colombo para chegar à India indo
pelo ocidente.
Até à Inquisição (1497) TODOS os reis de Portugal foram tratados por médicos
sefárdicosportugueses! Duma maneira geral todos os reis de Portugal trataram bem os
judeus sefárdicos portugueses porque lhes reconheciam muita capacidade profissional, não
só no campo da medicina e da cirurgia, mas também na matemática, nas finanças, como
banqueiros e no artesanato.
INQUISIÇÃO
Com o casamento do Rei D. Manuel I e a filha dos Reis Católicos de Espanha, em 1496, a
Inquisição que tinha começado em Espanha em 1492, iniciou-se em Portugal em 1497. Com
esta medida trágica começaram a sair de Portugal todos os judeu que eram ricos e que
tinham meios para o fazer. Até o famoso Abraão Zacuto foi forçado a sair de Portugal! A
lei da Inquisição mandava que todos os judeus se convertessem ao catolicismo ou então
estavam sujeitos a serem queimados em Auto-de-Fé.
Por esta razão muitos do judeus sefárdicos portugueses fugiram para as montanhas das Beiras Alta e da Beira Baixa tornando-se cripto-judeus. Os que se converteram ao cristianismo passaram a ser chamados "marranos" (de porcos) ou "conversos", ou cristãos novos.
O diapositivo que mostrei do auto-de-fé na praça que é hoje a Praça do Comércio em Lisboa é sem dúvida a página mais negra da História de Portugal!
O médico mais célebre do século XVI foi o judeu sefárdico Garcia de Orta que foi um brilhante professor e escritor na Escola Médica de Goa. Mesmo depois de morto os inquisitores desenterraram-no para queimar os seu esqueleto num auto-de fé!
EXPULSÃO DOS JUDEUS
Com a expulsão dos médicos sefárdicos portugueses assim como dos vários eruditos
judaicos, Portugal sofreu uma perca terrível de valores intelectuais e até à data ainda
não conseguiu recuperar desse 'desesperatum'...(desespero).
Portugal perdeu muito com a Inquisição, mas as outras nações ganharam com a
inteligência e qualidades profissionais dos judeus sefárdicos portugueses. É depois da
Inquisição que passamos a ver nomes famosos de médicos sefárdicos portugueses em todos
os países da Europa, não só como professores das faculdades de medicina, mas até
médicos privados dos chefes do governo, reis e rainhas. Assim vemos nomes de médicos
portugueses em lugares de destaque, tais como Costa, Da Costa, Bueno, Cardoso, De Castro,
Da Silva, Fonseca e Nunez.
João Rodrigues Castelo Branco também conhecido por Amatus Lusitanus além de um bom
médico foi botanista em Antuérpia e chegou a ser professor de medicina em Ferrare.
Chegou a ser o médico que tratou do Papa Julius III.
Daniel Fonseca fugiu para França e depois foi médico do Príncipe de Budapeste. Judah
Abravanel foi para Nápoles, Génova e Veneza tornando-se um médico famoso.
Filoteu Montalto depois de fugir de Portugal foi para Florença chegando ser médico
particular do Duque Federico. Depois foi chamado para tratar da Rainha Catarina de
Medicis, em Paris, França, que sofria de enxaquecas e ele receitou-lhe pó de tabaco que
naquele tempo "eram as ervas milagrosas".
Jacob Mantinho foi para a Itália onde chegou a ser professor de medicina na Universidade
de Roma e médico do Papa Paulo III. Rodrigues da Fonseca foi professor de Medicina em
Pisa e Pádua. Fabrísio de Agua Pendente foi professor de anatomia em Bolonha e foi ele
que descobriu as válvulas nas veias profundas das nossas pernas e coxas. Rodrigo de
Castro foi para Hamburgo, na Alemanha. chegando depois a tratar da Rainha Cristina da
Suécia. Uma grande parte dos judeus sefárdicos portugueses fugiram para Amsterdão, onde
construíram a maior Sinagoga que há no mundo fora de Israel.
É nesta cidade que encontramos muitos nomes de médicos sefárdicos portugueses como
Fernando Mendes, que depois foi para Londres chegando ser médico particular da Rainha
Catarina de Bragança, mulher do Rei Carlos II, que sofria de gota e este médico judaico
sefárdico português receitou-lhe, pela primeira vez na Inglaterra a colchicina,
medicamento que ainda se usa hoje no mundo inteiro para o tratamento do ataque de gota!
Os judeus sefárdicos portugueses foram para o norte de Africa, para a Turquia,
Holanda, Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Foram os judeus sefárdicos portugueses
que ensinaram os ingleses a fritar peixe, porque levaram com eles o azeite português! Foi
a Rainha Catarina de Bragança que ensinou os ingleses a beberem o "chá das
cinco" e levou também com ela o uso do garfo para a Casa Real Inglesa, e até as
tangerinas!
Foi esta Rainha que deu o nome ao maior Bairro da Cidade de Nova Iorque que se chama hoje
"Queens" em sua honra! Não tive acanhamento nenhum em afirmar na minha
conferência que a Primeira Rainha de Bristol era 100 % Portuguesa porque no primeiro mapa
das ruas de Bristol (1680) aparecem ruas com o nome de "King" (em honra de
Carlos II) de "Queen" (em honra da Rainha Catarina de Bragança) e ainda outra
rua que dá seguimento a esta que tem o nome de "Catarine Street".
Os judeus sefárdicos portugueses emigraram também para os Açores, Madeira, Cabo Verde, Guiné e Brasil, envolvendo-se na indústria (do açúcar) e nas outras profissões incluindo a medicina. Mesmo da Holanda deram o salto para Recife no norte do Brasil, porque os holandeses tinham roubado a Portugal este território. Seguiram depois para Curaçao e Nova Amsterdão que mais tarde mudou o nome para Nova Iorque, quando os ingleses a conquistaram.
Mas os judeus sefárdicos portugueses andando sempre a procurar um lugar onde houvesse liberdade religiosa, vieram para Newport porque o fundador do Estado de Rhode Island, Roger Williams, garantia liberdade completa de religião. Foi em Newport, R. I. que os judeus sefárdicos construíram a Sinagoga Touro, a mais antiga dos Estados Unidos e que se encontra presentemente em óptimas condições e que é uma cópia em ponto pequeno da grande sinagoga de Amsterdão, na Holanda. Notar que o nome é Touro à portuguesa e não Toro à espanhola. O Presidente da Comissão e um dos fundadores da construção da Sinagoga de Touro foi Aaran Lopez, nascido em Lisboa, Portugal e foi também eleito o primeiro Presidente da Sinagoga Touro!
Foi nesta sinagoga de Newport que o Dr. Mário Soares, como Presidente da Republica Portuguesa, há dez anos, pediu desculpa ao judeus sefárdicos portugueses, pelas atrocidades que os seus antepassados foram vítimas da perseguição religiosa devido à terrível Inquisição em Portugal.
Mostrei depois diapositivos do cemitério judaico de Newport onde vemos os nomes de Abraham Touro, Judah Touro, Aaron Lopez, Moses Levy, Moses Seixas, Jacob Rodrigues Rivera e Meyer Benjamin, todos judeus sefárdicos portugueses!
Os judeus sefárdicos portugueses de Newport tornaram-se comerciantes: importadores e exportadores e correspondiam-se em português como podemos verificar pelas suas cartas escritas em português correcto e que estão arquivadas na Sociedade Histórica de Newport! Muitos judeus sefárdicos portugueses tornaram-se famosos na América: Bernard Mannes Baruch, conselheiro de oito presidentes americanos, Moses Seixas fundador do Banco de Rhode Island, Dr. Samuel Nunez que chegou a ser médico do Rei João V em Portugal e Moses Michael Hays foi fundador do Banco de Boston e muitos outros.
Uma coisa é certa: os judeus sefárdicos portugueses sempre honraram o seu nome e tradições portuguesas em todos os países onde viveram! Basta isto para lhes prestarmos as nossas homenagens! Devemos juntar à lista dos famosos judeus sefárdicos portugueses, Pedro Nunes, grande matemático e inventor do nónio, assim como Baruch Espinoza, eminente filósofo do século XVII. Podemos juntar ainda os nomes de Gil Vicente, poeta, Fernão Mendes Pinto, viajador até à China e autor da "Perigrinação" assim como o grande Luis Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", porquem os pais dele emigraram de Espanha para Portugal, sugerindo também ser judeus sefárdicos.
MONTICELLO
Durante a minha conferência fui mostrando paisagens coloridas de Portugal para tornar
mais leve a apresentação de tantos nomes e também para criar uma certa expectativa na
minha apresentação. Da cidade de Newport demos uma saltada para Monticello, no Estado de
Virgínia. Aí visitámos a famosa casa construída pelo Presidente Thomas Jefferson, o
autor da Declaração da Independência da América. Também com a ajuda de fotografias
coloridas mostrei o aspecto magnífico em que se encontra hoje aquela bela casa
monumental, em contraste com o estado de abandono e de destruição a que esta famosa casa
chegou, poucos anos do Presidente Thomas Jefferson ter morrido, tendo até sido vendida em
leilão público! Foi uma família Judaica Portuguesa de nome Levy que comprou o
Monticello e a conservou durante OITENTA e OITO ANOS , evitando assim a sua total
destruição. A descoberta de que a família Levy era portuguesa deve-se ao historiador
Humberto Carreiro de Bristol que há vários anos quando foi visitar a sua filha a
Virgínia, numa visita a Monticello, observou o nome português MACHADO na lápide da
sepultura de Rebeca MACHADO Philips que era mãe de Rachel Phillips Levy e avó de Uriah
Phillips Levy que no seu testamento deixou Monticello ao povo dos Estados Unidos.
Pesquisas sobre a genealogia desta família veio a confirmar-se que se tratava duma
família judaica sefárdica portuguesa. Curioso que ainda há pouco tempo havia em Faro,
no Algarve, famílias de nome Levy e ainda hoje existem famílias Levy em Guimarães, no
Norte de Portugal.
ESTåTUA DA LIBERDADE
Para rematar a "Odisseia dos Judeus Sefárdicos Portugueses na América" mostrei
um diapositivo colorido da Estátua da Liberdade na Baía da Cidade de Nova Iorque.
E perguntei: "Será que esta estátua é judaica portuguesa? Claro que a
plateia largou uma grande gargalhada! Mas tudo voltou à calmaria quando eu disse
que na base desta famosa estátua, a maior do mundo, existe uma placa de bronze
(1903) com um poema (de 14 versos) com o título " O Novo Colosso" escrito por
uma poetisa de nome Emma Lazarus, que era uma judia sefárdica portuguesa, sobrinha
do célebre Juiz do Supremo Tribunal Americano de nome Benjamim Cardoso,
também judeu sefárdico português!
CRISTOVÃO COLON
E então para o remate final da minha palestra declarei que o célebre navegador,
que toda a gente confunde com Cristopher Columbus, ou Colombo, era na realidade um
Judeu Sefárdico Português de nome Cristofõm Cólon ou Salvador Fernandes Zarco,
nascido em Cuba, Alentejo, Portugal. Fomos então todos, com ajuda dos diapositivos
coloridos, fazer uma visita à biblioteca do Vaticano, onde observamos as duas Bulas
do Papa Alexandre VI de 3 e de 4 de Maio de 1493, nas quais vemos,
nitidamente, o nome de navegador escrito assim: CRISTOFÕM CÓLON. Devemos notar que
Colombo quer dizer "pombo", mas o navegador não foi pombinho nenhum!...
Depois analisámos a Sigla do navegador na qual eu lembrei o facto de Cólon em
grego ser igual a Zarco em Judaico, explicando a razão do nome Salvador
Fernandes Zarco. A seguir para confirmar este nome analisámos o monograma do mesmo
navegador, decifrado por minha mulher, Sílvia, e conclui com a análise das
últimas doze cartas que o célebre navegador escreveu ao seu filho Diogo Cólon,
nas quais em TODAS elas podemos observar: (1) a Sigla, (2) o Monograma e (3) a
Benção em judaico.
O meu penúltimo diapositivo foi dedicado ao Cônsul de Bordeus em França,
Aristides Mendes, que salvou da morte muitos milhares de indivíduos dando-lhes
vistos para passarem por Portugal durante a II guerra mundial, entre os quais
faziam parte mais de dez mil judeus. O meu último diapositivo foi a fotografia do
actual Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, que foi
democraticamente eleito pelo povo português, sendo ele descendente de judeus sefárdicos
portugueses! Este é o melhor exemplo para que daqui por diante acabemos, duma vez
para sempre, com as diferenças e invejas entre judeus, católicos e
mulçulmanos. Há investigadores que dizem que cerca de sessenta por cento da
população portuguesa tem sangue judaico. Pois os judeus já viviam em
terras lusitanas há cerca de dois mil anos antes de Cristo nascer!... É por isso
que os nomes portugueses baseados em vegetais, árvores, rios e montanhas são derivados
de nomes judaicos! Consulte o seu próprio nome de família para verificar se tem ou
não origem judaica! Depois de mim falou o Professor Robert Waxler da Universidade
de Massachusetts, em Darmouth, que dissertou sobre a situação actual da
restauração da Sinagoga em Ponta Delgada, São Miguel, Açores. A seguir
foi a vez de George Pacheco, de Fall River, explicar os seus métodos de
investigação genealógica e por fim a poetisa Ada Jill Schneider de Somerset,
Massachusetts, leu um poema da sua autoria inspirado nas orrentes marítimas do
Atlântico norte e dedicado à epopeia dos judeus sefárdicos nos Açores.
Ainda não se passaram duas semanas e já recebemos quatro convites para repetirmos a
mesma sessão cultural!
"The New Colossus"
Poem by Emma Lazarus
was inscribed on a tablet in the pedestal in 1903.
Not like the brazen giant of Greek fame,
With conquering limbs astride from land to land;
Here at our sea-washed, sunset, gates shall stand
A mighty woman with a torch, whose flame
Is the imprisoned lightning , and her name
Mother of Exiles. From her beacon-hand
Glows world-side welcome; her mild eyes command.
The air-bridged harbor that twin cities frame.
"Keep ancient lands, your storied pomp!" cries she
with silent lips. "Give me your tired, your poor
Your huddled masses yearning to breath free,
The wretched refuse of your teeming shore.
Send these, the homeless, tempest-tost to me,
I lift my lamp beside the golden door!"
E-mail: Rufina Bernardetti Silva Mausenbaum